domingo, 2 de setembro de 2012

Diogo Nogueira: Cuba tem muitas lições a nos dar



 Filho do mestre João Nogueira (1941-2000), o carioca Diogo Nogueira, 31 anos, até tentou ser jogador de futebol. O DNA acabou falando mais alto e o talentoso cantor, que tem quatro vitórias consecutivas no concurso de sambas-enredos da Portela, não para de acumular façanhas desde que lançou seu primeiro disco, em 2007.

Via Vermelho

Já são 400 mil cópias vendidas – entre CDs e DVDs –, sete canções em novelas, um Grammy Latino de melhor álbum de samba e um programa como apresentador na TV Brasil: Samba na Gamboa. Agora, ele lança um DVD gravado em Cuba e homenageia o pai com o Sambabook João Nogueira, projeto grandioso que reúne Blu-Ray, DVD, dois CDs, livro e um fichário com 60 partituras. Confira entrevista com o esperto flamenguista Diogo Nogueira.

Correio 24 Horas: Como surgiu a ideia de fazer um show em Havana e transformá-lo em DVD? O que te fascina na cultura cubana?

Diogo Nogueira: Recebi um convite para fazer um show na Fihav [Feira Internacional de Havana], em novembro. Fiz questão de levar a minha banda completa e também os músicos que vêm me acompanhando. Pouco depois do convite, tivemos a ideia de registrar a passagem por Cuba e, em apenas dez dias, montamos esse show. Quando voltamos pro Brasil, apresentei a gravação do show e também o DOC. Show pro pessoal da EMI, minha gravadora, que se empolgou com o projeto e nos deu o maior apoio para o lançamento. Cuba é um dos países mais musicais do mundo. Temos muitas semelhanças culturais, mas Cuba tem uma riqueza em sua música que sempre me fascinou.

Correio 24 Horas: EUA, Brasil e Cuba são os países americanos com grande riqueza musical popular. Imagino que você desejasse ter a participação especial de alguns grupos lendários de Havana. Por que a opção pelos Los Van Van e como foi a experiência?

Diogo Nogueira: Los Van Van é um dos grupos mais tradicionais da música cubana e foi maravilhoso contar com eles no projeto. Cantamos El Cuarto de Tula, sucesso gravado pelo Buena Vista Social Club. Na época, pensamos em convidar a grande cantora Omara Portuondo, mas ela estava exatamente no Brasil na mesma ocasião em que fomos para Cuba.

Correio 24 Horas: E, politicamente, você tem uma opinião sobre a realidade cubana?

Diogo Nogueira: Acho que Cuba tem muitas lições para nos dar, em vários aspectos. Nos quatro dias que fiquei em Havana conheci um povo sofrido, lutador, mas feliz, consciente, e que sabe dar valor a tudo que tem. Isso mexeu comigo, ver que é possível ser feliz com pouco, com o básico. Esse é um exemplo no qual deveríamos refletir. Vivemos em um mundo consumista e nada nos satisfaz. Isso é que é ser livre? Acho que eles estão encontrando os caminhos para avanços e transformações em prol de uma vida cada vez melhor.

Correio 24 Horas: Você é um artista vitorioso desde sua estreia-solo, em 2007, e mesmo antes já fazia sucesso entre os compositores da Portela. A influência e a grandeza da obra do seu pai, João Nogueira, foram fundamentais para você se tornar um músico? Quando caiu a ficha que isso era o que você queria ser na vida?

Diogo Nogueira: Com certeza, meu pai foi fundamental na minha formação. Ele sempre foi uma importante referência para mim, tanto nas artes quanto em tudo na minha vida. Mas nunca havia refletido sobre isso até me tornar cantor e ver que as escolhas que fiz, os caminhos que busquei, tinham total relação com tudo que aprendi com ele. Eu não queria ser cantor. Como era mais novo, queria mesmo era ser jogador de futebol. Mas a vida me tirou dos campos e me colocou nos palcos... E hoje sou muito feliz com o que faço.

Correio 24 Horas: Por falar nisso, você chegou a temer comparações com seu pai – ou sempre tirou isso de letra?

Diogo Nogueira: Não deu muito tempo para temer nada. Foi tudo muito rápido e sempre lidei com muita naturalidade, deixando as coisas acontecerem espontaneamente. Desde quando comecei a cantar, a fazer shows, nunca me preocupei em ser comparado ao João. Quando isso acontecia, até me sentia feliz, pois ser comparado a um cara tão importante para a nossa música é um privilégio. Mas levo a vida com a mesma naturalidade de sempre, buscando fazer o que gosto, o que sei, da minha forma, do meu jeito... E hoje em dia todos sabem diferenciar o João do Diogo, e o Diogo do João.

Correio 24 Horas: Sua formação é de samba tradicional. O que você acha do samba “romântico e pop” que ganhou força a partir dos anos 90 com vários grupos? E do pagode baiano de grupos como É o Tchan!, Harmonia do Samba e Psirico? Tudo é samba, variedade de um mesmo gênero?

Diogo Nogueira: Acho que tudo isso é música popular brasileira. O que diferencia mesmo as coisas é a qualidade. Tem música boa e música ruim. A grande verdade é que tem espaço para todo mundo e precisamos saber respeitar a onda de cada um.

Correio 24 Horas: Você mergulhou no cancioneiro do seu pai para fazer o Sambabook João Nogueira. Fale desse reencontro com parte essencial de sua própria história.

Diogo Nogueira: O Sambabook é um projeto do qual me orgulho muito. A ideia surgiu de uma conversa minha com meu empresário, Afonso Carvalho, para homenagear os 70 anos que o João Nogueira teria feito, se estivesse vivo, em 2011. Reunimos um time de bambas, tanto na banda, quanto no elenco que interpretou as grandes obras do velho João. Tive a oportunidade de relembrar fatos, músicas esquecidas, obras fantásticas que chegam agora para as novas gerações em forma de livro, DVD, CD e fichário com as partituras das principais obras dele. Estou muito orgulhoso de ter participado e produzido esse projeto. João merece. E nós também.

Cuba mantiene una de las tasas de mortalidad infantil más bajas del mundo



La mortalidad infantil en Cuba se mantiene en 4,7 por cada 1.000 nacidos vivos, una de las cifras más bajas del mundo, indicó este sábado Berta Lidia Castro Pacheco, jefa del Grupo Nacional de Pediatría del Ministerio de Salud Pública.

Consultada por Prensa Latina, la funcionaria explicó que este logro se debe a la decisión del Gobierno del presidente Raúl Castro de mantener un sistema sanitario accesible y gratuito para todos pobladores, además de impulsar desde hace décadas un programa de vacunación que da cobertura a 100% de los niños cubanos contra 13 enfermedades.

Castro Pacheco recordó que un reciente estudio de la Organización Mundial de la Salud (OMS) destaca que la mortalidad infantil se redujo de 35,9 en 1960 a 4,9 en 2011.

El documento de la OMS también remarcaba que este avance se obtuvo pese a que Cuba sufre desde hace 50 años un bloque económico y comercial impuesto por Estados Unidos.

Castro Pacheco señaló que en 1959, cuando triunfó la revolución, en la isla caribeña había un médico por cada 1.008 habitantes, la atención pediátrica no sobrepasaba 10% de la población infantil y menos de 60% de los partos eran institucionales.

La funcionaria cubana explicó que a partir de la década del 70, en el país se desarrolla una política social centralizada en manos del Estado, que estableció la equidad y acceso a los servicios sanitarios, garantizando la atención de grupos vulnerables.

En julio pasado, el ministro cubano de Salud, Roberto Morales, informó que en los primeros cinco meses de 2012, en Cuba mejoraron los indicadores de salud.

El funcionario anunció la disminución de las tasas de mortalidad escolar y preescolar, con índices de 3,2 y 1,3 muertes por 100.000 habitantes, respectivamente.

Al referirse a la tuberculosis pulmonar, el ministro explicó que en 2011 la tasa de incidencia fue de 6,7 por cada 100.000 habitantes, mientras en los primeros cinco meses del año es de 5,9.

Sobre el Virus de Inmunodeficiencia Humana (VIH), Morales reveló que la isla han disminuido los diagnósticos tardíos de Sida y la mortalidad por esa causa, mientras la sobrevida de pacientes que iniciaron tratamiento en 2010 se eleva a 94,4%.

(Con información de AVN)

Fuente: Cubadebate

Terrorismo Mediático


 La Jeringa
Sobran las palabras...

sábado, 1 de setembro de 2012

En la misma página (equivocada) sobre Cuba




Por Albor Ruiz

 Aquí vamos de nuevo.

En lo que se ha convertido en un ritual aburridor, Mitt Romney y su compañero, Paul Ryan –quien, al contrario de su jefe, presuntamente aborrece cambiar de opinión– se han esmerado en complacer a los extremistas de derecha de su partido y al segmento más recalcitrante de la comunidad cubanoamericana.

¿Cómo lo hicieron? Fácil. Haciendo un refrito de las mismas ideas –viejas y fracasadas– que han constituído la política estadounidense hacia Cuba por 50 años y cuyo plato fuerte ha sido el anacrónico embargo económico. Y como si el tiempo se hubiese detenido, la cansada retórica de esas “ideas” ha sido consagrada una vez más en la plataforma del GOP [Grand Old Party] para el 2012.

“Si soy suficientemente afortunado como para llegar a ser el próximo presidente, espero que Fidel Castro será finalmente removido de este planeta”, Romney dijo el 30 de enero a una multitud durante su campaña, abrazando una política exterior aparentemente basada en el principio de “bombardear a todos”.

“Debemos estar preparados, durante la primera o segunda administración del próximo presidente”, dijo. “Es hora de dar un golpe for la libertad en Cuba”.

En otras palabras, en una demostración de suprema arrogancia, Romney abiertamente declaró que tiene intenciones de asesinar a Fidel Castro, si él es elegido. Pero aunque tenga éxito, eso no va a ayudar mucho a su causa, dado que Fidel ya no es presidente de Cuba.

Para poner las cosas en perspectiva, imagínese usted qué sucedería si lo opuesto fuera cierto, si Castro prometiera decretar el asesinato de un Presidente Romney.

Pensándolo bien, la dura palabrería del candidato republicano no es gran sorpresa. Después de todo, el hombre que hizo reír a Miami cuando dijo en una entrevista radial en español que le encanta la papaya (jerga cubana que significa “vagina”) hubiera hecho cualquier cosa por ganarse el apoyo de los legisladores cubanoamericanos de la Florida, Ileana Ros-Lehtinen y Mario Díaz-Balart.

Por cierto que a ellos les encantaría restaurar las restricciones draconianas de viaje impuestas durante la época de Bush, que limitaban los viajes de cubanoamericanos a sólo un viaje cada tres años y sólo para visitar a la familia íntima, sin excepciones.

El hecho de que encuestas recientes demuestran que la mayoría de los cubanoamericanos favorecen levantar las restricciones de viaje y poner fin al embargo claramente no les hace mella a sus presuntos representantes. Irónicamente, en lo que respecta a Cuba, Romney ha sido más fiel a sus posiciones que su compañero de boleta.

“El representante Paul Ryan dio una voltereta hacia atrás en cuanto a Cuba. Antes de votar a favor del embargo en 2007, se oponía a las sanciones y hablaba apasionadamente contra ellas”, dijo Sarah Stephens, directora ejecutiva del Centro Para la Democracia en las Américas, en el boletín noticioso del 17 de agosto de ese grupo, titulado Cuba Central Newsblast.

“Dejemos claro que el congresista Ryan se opuso al embargo durante parte de su carrera congresional y apoyó los viajes irrestrictos a la isla”, dijo ella.

Stephens entonces cita un discurso hecho por Ryan en el Congreso, en el que decía en parte: “Ha sido un principio fundamental de la política estadounidense que los viajes son una manera de abrir las sociedades cerradas. Los viajeros norteamericanos son nuestros mejores embajadores. Llevan la idea de la libertad a los pueblos en países comunistas. No hay razón alguna para hacer esta excepción para Cuba”.

Otra cita de Ryan (publicada en 2002 en el Milwaukee Journal-Sentine) dijo que los cubanoamericanos “tienen sus razones” para apoyar el embargo “y son muy apasionados con sus razones. Yo simplemente no estoy de acuerdo con ellos y nunca lo he estado”.

Esa posición, por cierto, se estrellaría con las de los ultraconservadores de la Florida, como Ros-Lehtinen, Díaz-Balart y Marco Rubio, de modo que una urgente y radical reorganización de la mente de Ryan fue necesaria.

Al fin del día, Ryan, aunque un apasionado creyente en el libre comercio, no tuvo reparos en canjear sus principios por la oportunidad de acompañar al siempre cambiante Romney en la montaña rusa presidencial del Partido Republicano, en lo que podría convertirse en un viaje hacia la nada.

Oro para Cuba en judo de Juegos Paralímpicos de Londres


La Habana, 1 sep (AIN) El cubano Jorge Hierrezuelo conquistó hoy la medalla de oro en los 90 kilos del torneo de judo de los XIV Juegos Paralímpicos de Londres 2012, al derrotar al británico Samuel Ingram, en la Arena Norte 2 del complejo Excel.

Hierrezuelo acumuló cuatro victorias, las primeras tres ante el ucraniano Oleksandr Pominov, el mongol Ganbat Dahstseren y el ruso Oleg Kretsu, en ese orden, según reseña el sitio web del certamen.

Poco antes, el también caribeño Yangaliny Jiménez ganó la presea de bronce de los más de 100 kilos, luego de superar al iraní Hemzen Nadri.

El resultado general de Hierrezuelo fue de dos triunfos y un revés, con éxito también frente al canadiense Tony Walby, mientras que cayó en semifinales con el japonés Kento Masaki.

Este sábado subió a los tatamis además, Juan Carlos Cortada (100), quien resultó eliminado en su primer combate por el nipón Aramitsu Kitazono.

Fuente: AIN

Y ya van 8 medallas: 4 de oro, dos de plata y dos de bronce. Cuba en 9° lugar hasta hoy...

Fiel a la música cubana



Con un concierto especial este 1ro. de septiembre, el artista celebra un cuarto de siglo de vida artística y los 20 años de su agrupación

Yelanys Hernández Fusté
31 de Agosto del 2012 20:33:08 CDT

Fiel a la timba y a ese sabor de la música popular bailable, Paulo FG celebra un cuarto de siglo de carrera artística. «Honestamente, eso me ha dado una plataforma en la que me he desdoblado desde mis inicios», dice resuelto el intérprete de Te deseo suerte e Ilusión de papel.

Nunca le ha gustado que le digan salsero, porque se define como un músico inquieto. «Lo he sido toda la vida y he abordado diferentes temas. Tengo la suerte de poder cantar y de no encasillarme. Porque se debe ser un cantante integral», asegura FG a Juventud Rebelde.

El cantante también rebate esa máxima de Gardel y explica la valía de estas dos décadas de la Élite, el proyecto más ambicioso de su vida artística, integrado por 13 músicos en la actualidad, todos graduados de las escuelas de arte de la Isla.

Para celebrar ambos aniversarios, Paulo ofrecerá este sábado, a las 8:30 p.m., un concierto único en el capitalino teatro Karl Marx. En la velada el artista hará un repaso por todas las facetas interpretativas, desde la salsa y la timba, hasta las canciones de corte romántico.

Nos adelantó que la noche será ocasión propicia para que el público escuche algunas de sus últimas composiciones. «Cantaremos la salsa romántica De amores, que cuenta además con su versión en pop-rock; y la bachata Solo tú. También haremos Por el mundo; Tu huella, tema que dediqué a mi madre, y el Papi happy, que se está promocionando ahora mismo en la radio».

—¿Qué veremos además en el espectáculo?

—Para esa noche convocamos a los cantantes Haila María Mompié, Laritza Bacallao, Robertón Hernández y Samuel Formell, estos dos últimos de Van Van. Nos acompañarán igualmente el pianista Rolando Luna, la sección de cuerdas de la Orquesta Sinfónica Nacional y la compañía de baile de Roclan, entre otros.

«La actuación del Karl Marx se recogerá en un DVD, el cual se filmará con la tecnología del momento. La dirección artística correrá a cargo de Manuel Ortega, Lázaro Caballero y de un servidor. Estamos tratando de lograr un producto que se pueda comparar y tener el mismo resultado de un artista internacional del momento.

«La disquera EGREM se encargará de la fabricación y distribución de este material, mi primero de este tipo, y vale significarlo.

«Quiero destacar que hemos hecho varios espectáculos en teatros, pero nunca con la magnitud de este que realizaremos este 1ro. de septiembre. Allí se recogerá una etapa muy importante de mi trabajo».

Con el nombre de La nueva Élite timbera, este audiovisual de Paulo FG reverencia los 20 años de su banda y se espera esté listo en diciembre próximo. «Es la visión general de la labor que estamos haciendo ahora y lo que proyectamos hacia el futuro. Porque la labor creativa no cesa, ya que uno sigue escuchando a la gente y a uno mismo», comenta.

Cuando se le pregunta si un cuarto de siglo es mucho tiempo en el arte, FG reconoce todo lo hecho en este período. Hay una serie de facetas, señala, «que he explotado y que son obligatorias porque en la medida en que te vas metiendo en el mundo de la música, vas descubriendo nuevas cosas. Y hemos abordado el trabajo de diferentes maneras y por suerte hemos logrado generar un estilo de proyección escénica y artística en general.

«Podemos decir que si se escucha un tema nuestro, lo identifican. Esa es la parte que más nos reconforta porque hemos conseguido hacer carrera con un estilo propio».

—Si tuvieras que definir estos años de música, ¿qué dirías?

—Exitoso y muy laborioso tiempo. Me siento realizado, feliz con la labor que hemos hecho, con el público que hemos podido reunir. Tenemos récord de asistentes en plazas nacionales e internacionales. Eso cuenta, porque creo que la vida tiene sus etapas y así sucede con las carreras de los artistas. Dije en mis primeros discos que la vida es un cachumbambé, baja y sube, pero sabemos mantener el equilibrio. Hemos sido favorecidos por la suerte.

—¿Piensas que las propuestas de orquestas como la tuya siguen siendo válidas y despiertan el instinto del clásico bailador cubano, aunque quizá muchos vean lejano el llamado boom de la salsa en la década de los 90?

—Considero que sí. Hay otros géneros que de cierta manera se han abierto paso por obligación del tiempo, por la dialéctica, y es válido reconocerlo también. Pero lo que pasa con nuestra música es que la veo más abarcadora desde el punto de vista melódico. Es más dinámica y rica. Es un criterio personal que ha sido felizmente comprobado con experiencias.

«La realidad es que la salsa no ocupa los segmentos que a nivel internacional a lo mejor tenía hace un tiempo. Vale la pena decir que los lugares preferenciales a nivel comercial siempre fueron para géneros como el rock, el pop y la música disco.

«Porque la salsa hay que saberla interpretar y bailar. Es una cualidad adicional, por eso creo que se hace menos comercial a veces, pero desde el punto de vista musical es mucho más rica que otros estilos. Mas, hay de todo en la Viña del Señor, como decimos, y pienso que todos podemos coexistir, porque el pensamiento humano es amplio. Para gusto se han hecho los colores y cada cual escoge su forma de sentir la música y de serle fiel».

—¿Qué veremos de Paulo FG después del 1ro. de septiembre?

—Justamente el nuevo repertorio; parte de él lo veremos en el Karl Marx. Incluye baladas pop, temas pop-rock, bachatas y salsas románticas, con tendencias más contemporáneas.

«Tenemos además la feliz noticia de que nuestro aniversario ha despertado interés en otras tierras. En Ciudad de México, por ejemplo, estaremos celebrando el cumpleaños en los centros Mamá Rumba y Salón Rojo, este último lo inauguraremos. Nuestra estancia en la nación azteca también será propicia para la filmación de tres videoclips con los nuevos temas del disco, que se incorporarán al DVD.

«En noviembre estaremos en el primer Festival Afrocaribeño en Angola, de cuyo comité organizador forma parte. Allí llevaremos parte de este espectáculo de este fin de semana. Y finalmente nos iremos a Montpellier, Francia, a un evento que nos dedicarán».

Fuente: Juventud Rebelde

Los desastres de la guerra en la gran pantalla



De corte futurista, el filme de Tomás Piard cuenta el viaje de siete sobrevivientes de una guerra nuclear. Se exhibirá del 25 al 30 de septiembre en el cine Charles Chaplin.


El cineasta Tomás Piard vuelve a la carga, esta vez con el largometraje de corte futurista Los desastres de la guerra. El filme cuenta el viaje de siete sobrevivientes de una guerra nuclear, que no tienen nombre ni pertenecen a una sociedad determinada, y cuyo único propósito es llegar al mar. Esta road movie es una producción del Instituto Cubano de Arte e Industria Cinematográficos (ICAIC), el Instituto de Cubano de Radio y Televisión (ICRT) y la Facultad de Medios de Comunicación Audiovisual (FAMCA).

“Los desastres… es una película que rompe con el umbral de la cotidianidad al que estamos acostumbrados en el cine cubano; esta aborda otra realidad. No se sabe en qué parte del planeta se desarrolla, por lo que fue necesario ‘borrar’ cualquier referencia contextual”, comentó Piard, quien también tuvo a su cargo el guion.

La visualidad que propone el realizador en este filme se aleja drásticamente de los tópicos habituales del cinema nacional —verde, que te quiero verde-, imponiendo una gama de tonos naranjas, que le transmiten al espectador el abandono en el que está sumido el mundo, luego de una hecatombe nuclear, o un evento similar.

La cinta cuenta con las interpretaciones de Orián Suárez —quien repite con Piard luego de La noche del juicio (2010)-, Dayron Moreno -actor que dio vida al personaje de José Cemí en Trocadero 162, Bajos (2010)-, Adrián Olivares, Renny Arozarena, José Luis Hidalgo y los niños Edgar Valle y Carlos Vives.

Otro punto en el que Piard se aleja de las fórmulas establecidas es que en Los desastres… no existe la socorrida trama amorosa, -algo casi obligatorio en cualquier cinta, cubana o foránea-. No por ello debe suponerse que es un filme carente de sentimiento, al contrario, expresa cómo el ser humano es capaz de conservar su esencia hasta en los momentos más extremos.

“Los desastres… cuenta con muy pocos diálogos; tiene algunos monólogos, pero la mayoría de las situaciones se resuelven a través de gestos, miradas. Algo interesante es que los actores no utilizan las manos para enfatizar los textos cuando hablan, sino, sólo cuando hacen actos cotidianos o para luchar para defenderse, sino para defenderse y comer casi exclusivamente.”

El staff del filme lo conformaron varios ex-alumnos de Piard, como el asistente de dirección Francisco Castro y el director de Fotografía Alán González —quien cursa actualmente la especialidad de guion de la Escuela de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV)-. Además, están el director de Arte Nelson García, el director de Producción Ernesto García, el editor Daniel Diez Jr. y el músico Juan Piñera.

Los desastres... arroja luz sobre caminos poco transitados por nuestro cine -y por qué no decirlo, por nuestro imaginario-. La propuesta de Tomás Piard es que veamos más allá de nosotros mismos y nuestra circunstancia. Sin dudas un gran reto a la sensibilidad del hombre contemporáneo.

Tomado de Cubahora